Lar Anália Franco Rio de Janeiro

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Anália Franco - A Inspiradora

A grande educadora Anália Franco nasceu em Resende, Rio de Janeiro, em 1853 e desencarnou em São Paulo em 1919, aos 65 anos de idade. Tendo a família se transferido para São Paulo em 1861, estudou inicialmente com sua mãe que era professora. Descobriu cedo a sua vocação e aos 15 anos, Anália já exercia o magistério.

 

Tinha 18 anos em 1871, quando foi decretada pelo governo Imperial a Lei do Ventre Livre, que obrigava os Senhores de Engenho a criar os filhos de escravos até que fizessem 8 anos, mediante uma indenização. Na época alguns fazendeiros perceberam que não havia fiscalização que garantisse o cuidado com as crianças em troca do valor indenizado e passaram a abandoná-las pelas estradas.  

 

Anália soube da situação pelos jornais. Sentiu que precisaria fazer alguma coisa imediatamente. Escreve, então, cartas às mulheres fazendeiras, pedindo ajuda para amparar essas crianças. Ao receber resposta positiva de uma grande proprietária, troca o seu cargo de professora na capital paulista por outro no interior e instala-se em imóvel que lhe foi cedido na Fazenda, inaugurando a primeira "Casa Maternal".

 

Assim começou sua grande Missão, que exerceria ao longo de 48 anos. Foi grandioso o resultado da obra de Anália: segundo seus biógrafos, criou 71 escolas, 23 asilos para crianças, chegando a acolher mais de duzentas mil crianças.

 

Com uma visão muito à frente do seu tempo, lutou pela emancipação da mulher, criando oficinas profissionalizantes. Republicana, ainda durante o Império, recebeu apoio dos novos governantes após a Proclamação da República (1889). Recebeu também apoio da Maçonaria, que muito a ajudaria para a realização de suas obras. Abolicionista, era a favor da "Educação Inter- racial", que significava manter pessoas de diversas etnias lado a lado, inclusive os descendentes de imigrantes. Embora tendo se tornado Espírita, buscava praticar a "Educação Inter- religiosa", procurando despertar na criança uma religiosidade natural, respeitando-lhes o modo de ser.